Classificação dos Escravos para Libertação pelo Fundo de Emancipação (01/07/1882)
Informações BásicasTítulo do Documento: Classificação dos Escravos para Libertação pelo Fundo de Emancipação Descrição sobre o DocumentoDocumento histórico de grande relevância, datado de 1º de julho de 1882, produzido no então município de São João do Príncipe, registra a classificação de pessoas escravizadas aptas à libertação por meio do Fundo de Emancipação, conforme previsto na legislação imperial brasileira. O registro apresenta-se em formato de tabela detalhada, reunindo informações criteriosas sobre os indivíduos listados. Esse conjunto evidencia os critérios adotados pelo poder público da época para estabelecer prioridades no processo de alforria, revelando a lógica administrativa e social que orientava a aplicação da política emancipatória. Entre os dados registrados, destacam-se o nome dos escravizados, cor, idade — variando entre 17 e 45 anos —, estado civil, profissão (como lavrador e costureira), aptidão ao trabalho, composição familiar, avaliação de moralidade, valor monetário — entre 162$000 e 500$000 réis — e o nome dos senhores. Os indivíduos mencionados no documento são Manoel, Rita, Maria, Joaquim, Catharina, Arcanjo e Germana, cujas trajetórias aparecem sintetizadas dentro desses critérios classificatórios. O documento também revela os nomes dos proprietários, entre os quais figuram D. Joanna Frutuosa de Oliveira; os órfãos de Thomas Antônio Oliveira Gaspar; João Bastos de Oliveira; D. Glória Perpétua de Oliveira; Manoel Elias Mota; José Alves de Moraes; Antônia Alves de Moraes; e Manoel Davi da Motta, indicando a rede de posse e relações sociais existentes no período. Produzido por Francisco Gonçalves Alves Filho, integrante da Junta de Classificação de São João do Príncipe, o registro conta ainda com as assinaturas de autoridades locais, como Joaquim Alves Feitosa (Juiz), Antônio Alves Feitosa (Coletor) e Antônio Gomes Lacerda (Promotor), conferindo-lhe caráter oficial. O documento faz referência ao Artigo 27 do Regulamento de 13 de abril de 1872, que estabelecia diretrizes para a aplicação do Fundo de Emancipação — mecanismo criado pelo Império para promover a libertação gradual de pessoas escravizadas. Trata-se de uma fonte primária essencial para o estudo da escravidão nos Inhamuns, ao evidenciar aspectos sociais, econômicos e administrativos do período, além de contribuir de forma significativa para a preservação da memória histórica de Tauá. Importância HistóricaTrata-se de um registro direto do processo de abolição gradual da escravidão no Brasil, evidenciando a aplicação prática das políticas emancipatórias instituídas pelo Império. O documento também constitui uma importante evidência das práticas administrativas imperiais na região dos Inhamuns, demonstrando como se organizavam os critérios, registros e decisões relacionadas à concessão de alforrias. Além disso, apresenta-se como uma valiosa fonte para estudos genealógicos e sociais, ao reunir nomes, vínculos familiares e relações entre senhores e pessoas escravizadas. Por fim, revela de forma clara as relações de poder, a dinâmica econômica e a estrutura social local, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada da sociedade sertaneja no século XIX. Contribua com a HistóriaA história de Tauá é construída por muitas vozes. Se você possui informações adicionais, fotografias, relatos ou deseja sugerir alguma correção ou complemento, entre em contato conosco. Você pode entrar em contato via whatsapp: 88 9.9658.5802 ou através da colaboração CLIQUE AQUI e contribua. Sua contribuição é fundamental para manter viva a memória do nosso povo e enriquecer ainda mais o acervo do MeuTauá.com. Apoie o MeuTauá.com
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